Quanto custa estudar para concurso em 2026: a conta real, item por item
Quanto custa estudar para concurso em 2026, item por item: taxas dos editais com prazo em agosto, material, deslocamento e plataforma. Média de R$ 2.011 por ano e onde dá para cortar.
Quanto custa estudar para concurso em 2026? Para a maior parte dos candidatos, menos de um salário mínimo por ano, ou seja, menos de R$ 1.621 somando taxas de inscrição, material e plataforma de estudo. É o que mostra o Censo dos Concursos 2025, levantamento com concurseiros de todo o país: 64,5% gastam menos de um salário mínimo por ano com toda a preparação, algo em torno de R$ 126 por mês na época da pesquisa (R$ 135 por mês com o mínimo de 2026, que é de R$ 1.621 desde 1º de janeiro, pelo Decreto 12.797/2025).
A média nacional é bem maior: R$ 2.011 por ano. A diferença entre média e maioria explica muita coisa sobre esse mercado: um grupo pequeno gasta muito e puxa o número para cima, enquanto a maioria real faz a preparação inteira com pouco mais de R$ 100 por mês. Este guia abre essa conta item por item, com as taxas dos editais que estão com prazo em aberto agora, e mostra onde dá para cortar sem perder qualidade de estudo.
Resposta rápida: a conta de um ano de preparação
| Item | Faixa real em 2026 | Observação |
|---|---|---|
| Taxa de inscrição (por concurso) | R$ 115 a R$ 250 (R$ 350 no Exame de Ordem) | Valores dos editais com prazo em aberto agora (tabela abaixo); há isenção e redução |
| Plataforma de questões, aulas e simulados (12 meses) | R$ 0 a R$ 961,20 | O item de maior variação: tem plano gratuito de um lado e plano de entrada anual de R$ 961,20 do outro |
| Material impresso, legislação e cadernos | R$ 0 a R$ 300 | Substituível por material digital |
| Deslocamento e alimentação no dia da prova | R$ 0 a R$ 400 por prova | Sobe muito quando a prova é em outra cidade |
| Total típico de quem faz 2 a 3 concursos no ano | R$ 664 a R$ 1.900 | A média nacional é R$ 2.011, puxada por uma minoria que gasta muito mais |
Traduzindo: a taxa de inscrição você não controla, o deslocamento controla pouco, e a plataforma de estudo é onde a conta realmente é decidida. Um ano de acesso pode custar nada ou beirar os R$ 1.000, com acervos que se sobrepõem em boa parte (questões por banca, aulas, simulados). A diferença concreta é pontual: ter cada questão comentada por professor humano, por exemplo, é o modelo do TEC Concursos, não o nosso.
O que o Censo dos Concursos 2025 revela sobre o bolso do candidato
O dado mais importante do levantamento não é a média, é a distribuição:
- 64,5% gastam menos de um salário mínimo por ano com a preparação inteira.
- 28,45% gastam entre um e três salários mínimos por ano.
- 5,39% gastam de três a seis salários mínimos.
- 1,32% gastam de seis a onze, e apenas 0,6% passam disso.
Ou seja: mais de nove em cada dez concurseiros fazem o ano inteiro com menos de três salários mínimos, e a maioria absoluta com menos de um. Some a isso a renda do público: quase 58% dos candidatos recebem até três salários mínimos, e 17,3% menos de um. Gastar R$ 126 por mês significa comprometer cerca de 8% da renda de quem ganha o piso, contra menos de 1% de quem está no topo da pirâmide.
Isso muda a pergunta certa a se fazer. Não é “qual é a plataforma mais completa do mercado”, é “qual preparação cabe no meu orçamento sem sabotar meu estudo”. Quem monta a conta assim tende a durar mais na preparação, e concurso é jogo de permanência: quem para no meio do caminho não colhe nada do que já gastou.
Item 1: taxa de inscrição, o custo que não se negocia
É o gasto mais previsível e o menos flexível. Os valores variam por banca e por nível do cargo. Estes são valores de editais com inscrição ou pagamento em aberto em julho de 2026:
| Concurso | Banca | Taxa | Prazo em aberto |
|---|---|---|---|
| Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Auditor de Controle Externo | Vunesp | R$ 115,00 | Inscrições até 11/08/2026 |
| Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc AL), Professor | Cebraspe | R$ 150,00 | Inscrições até 05/08/2026 |
| Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Agente e Papiloscopista | FGV | R$ 156,36 | Inscrições até 12/08/2026 |
| Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Delegado | FGV | R$ 242,47 | Inscrições até 12/08/2026 |
| 47º Exame de Ordem Unificado (OAB) | FGV | R$ 350,00 | Inscrições encerradas em 08/06; só o pagamento do boleto vai até 17h de 31/07/2026 |
Fontes: TCE-SP, Cebraspe, FGV e Conselho Federal da OAB, consultadas em 25/07/2026.
Duas saídas legais reduzem esse item, e muita gente esquece de usar:
- Isenção por CadÚnico. Quem está inscrito no Cadastro Único e comprova baixa renda pede isenção dentro do prazo específico do edital, que costuma ser bem antes do fim das inscrições. Perdeu o prazo da isenção, paga integral.
- Redução de taxa. Vários editais preveem 50% de desconto para estudante matriculado com renda baixa ou desempregado, e alguns dão isenção a doador de sangue regular, como fez o TCE-SP nesta edição.
Regra prática: decida quantos concursos você vai prestar no ano antes de olhar preço de curso. Três inscrições de R$ 150 já somam R$ 450: mais de três meses do orçamento de quem faz a preparação inteira com menos de um salário mínimo por ano.
Item 2: a plataforma de estudo, onde a conta é decidida
Aqui a variação é brutal. Um ano de acesso a questões, aulas e simulados custa de R$ 0 (o nosso plano gratuito, que resolve questões sem cota diária) a R$ 961,20 nos planos de entrada anuais das plataformas líderes (preços coletados em julho de 2026; a comparação plataforma a plataforma, com fonte de cada preço, está em qual é a plataforma de concursos mais barata). Acima dos planos de entrada existem degraus premium e as “vitalícias”, que passam de R$ 1.000 e chegam a R$ 2.578,80 na mais cara do nosso levantamento.
O que explica a diferença raramente é o acervo. É o modelo de cobrança:
- Assinatura mensal: parece barata na vitrine (R$ 39,90 a cada 30 dias no plano padrão do TEC Concursos, preço de julho de 2026 no nosso levantamento), mas concurso não dura um mês. Doze meses desse plano são R$ 478,80, e a cobrança segue no cartão enquanto você não cancelar.
- Assinatura anual parcelada: o boleto ou a fatura acompanha você por doze meses, com renovação automática na virada. O risco aqui não é o conteúdo: é a cobrança continuar rodando nos meses em que você não estudou, e o fim da recorrência depender de você lembrar de cancelar dentro do prazo.
- Plano gratuito por baixo da assinatura: o piso da conta deixa de ser um valor e passa a ser zero. É o modelo do Gabaritei: resolver questões é grátis e ilimitado, sem cota diária e sem cartão, e a assinatura Pro — trilha por edital, simulados e raio-X de desempenho — custa R$ 29,90/mês no cartão ou R$ 299/ano no plano anual (12 meses pelo preço de 10), com garantia de 7 dias.
Sobre a preocupação legítima do parágrafo anterior — a cobrança que continua rodando sozinha —, vale dizer como funciona aqui, porque a nossa assinatura também renova: o cancelamento é self-service dentro do app, sem e-mail e sem ligação, e o acesso segue até o fim do período que você já pagou. No plano anual pago com Pix não há cartão salvo: a cada renovação chega um novo Pix para você pagar, então nada é debitado sem que você decida pagar.
Um detalhe que muda o cálculo de quem estuda há mais tempo: o custo da preparação se acumula. Dois anos do plano anual de R$ 961,20 passam de R$ 1.900. Dois anos do plano anual do Gabaritei somam R$ 598. Como a preparação costuma se estender por mais de um ano, o modelo de cobrança pesa mais que o preço de vitrine.
Item 3: material, deslocamento e os custos invisíveis
O Censo mostra que o pacote típico de gastos reúne cursos, materiais, taxas de inscrição e deslocamento. Os dois últimos costumam ficar fora do planejamento e viram surpresa:
- Deslocamento e alimentação no dia da prova. Prova na capital para quem mora no interior significa passagem, às vezes hospedagem, quase sempre um dia inteiro parado. Ao escolher entre dois concursos parecidos, o local de aplicação é critério financeiro legítimo.
- Material impresso. Legislação impressa, cadernos, marcadores e cópias somam sem que ninguém perceba. A alternativa não é estudar pior: é ler a lei seca na fonte oficial e usar o caderno de erros digital.
- Tempo. O custo mais caro da preparação não aparece em nenhuma fatura. Duas horas por dia caçando PDF solto, montando cronograma na mão e procurando questão da banca certa são duas horas que não viraram estudo. É exatamente o custo que uma trilha pronta por edital elimina.
Simulação: três orçamentos de um ano de preparação
Somando os itens verificados acima, um ano realista fica assim:
| Perfil | Inscrições | Plataforma | Material e deslocamento | Total no ano |
|---|---|---|---|---|
| Enxuto (2 concursos, tudo digital) | R$ 265 | R$ 299 | R$ 100 | R$ 664 |
| Intermediário (3 concursos, assinatura de R$ 39,90 por mês) | R$ 415 | R$ 478,80 | R$ 250 | R$ 1.143,80 |
| Alto investimento (3 concursos, plano anual de R$ 961,20) | R$ 415 | R$ 961,20 | R$ 500 | R$ 1.876,20 |
O perfil enxuto custa pouco mais de um terço do alto investimento e usa o mesmo tipo de recurso: banco de questões classificadas por banca, aulas, simulados e trilha por edital. Quem cortar a linha da plataforma para R$ 0, estudando só pelo banco de questões gratuito, fecha o ano em R$ 365 — sem trilha e sem simulado, que é exatamente o que se paga para ter. A diferença entre a primeira e a terceira linha quase não está no que você estuda, está em quanto você paga para acessar.
O “barato” que sai caro: rateio
Quando a conta aperta, aparece a tentação do rateio, aquele grupo que divide o preço de um curso caro entre dezenas de pessoas. O preço engana. Rateio é distribuição não autorizada de material protegido, e há decisões judiciais tratando a participação como conduta ilícita, com risco real de eliminação na investigação social de carreiras policiais e jurídicas (análise jurídica no Migalhas). Fora isso, o material chega desatualizado, sem correção de simulado e sem suporte.
O ponto incômodo para o mercado é outro: o rateio só existe porque o preço oficial não cabe no bolso de 64,5% do público. Resolvido o preço, o motivo desaparece.
Onde cortar sem perder qualidade de estudo
- Peça isenção ou redução de taxa dentro do prazo. É dinheiro de volta ao orçamento, e o prazo da isenção sempre fecha antes do prazo da inscrição.
- Escolha menos concursos e mais aderentes ao seu perfil. Cada inscrição extra é R$ 115 a R$ 250 e um fim de semana. Vale ler como escolher qual concurso prestar antes de sair se inscrevendo.
- Olhe o custo anual, não o preço do mês. Recorrência de R$ 39,90 parece barata na vitrine e vira R$ 478,80 no ano. Antes de assinar qualquer coisa, multiplique pelo seu horizonte real de estudo, confira onde se cancela e veja se existe plano gratuito que já resolva parte do que você precisa.
- Não pague duas vezes pela mesma coisa. Se a plataforma já tem banco de questões, aulas e simulados, curso avulso por matéria costuma ser redundante.
- Troque tempo por organização. Um cronograma de estudos montado do zero e o edital lido do jeito certo valem mais que qualquer material extra comprado por ansiedade.
Perguntas frequentes
Quanto custa estudar para concurso por mês? A maioria dos candidatos (64,5%) fica abaixo de um salário mínimo por ano, o que dá cerca de R$ 135 por mês com o mínimo de 2026. A média nacional é de R$ 2.011 por ano, puxada por uma minoria que investe muito mais.
Qual é o maior custo da preparação? Depende do plano escolhido. Quem assina plataforma cara tem nela o maior item da conta, acima até das taxas de inscrição. Quem fica no plano gratuito ou numa assinatura barata inverte o peso: as inscrições passam a ser o maior gasto do ano.
Dá para se preparar sem gastar quase nada? Dá para começar com material aberto na internet, mas o custo se transfere para o seu tempo: você vira o curador do próprio estudo, sem trilha por edital, sem simulado corrigido e sem estatística de desempenho por banca. Para a maioria, o ponto de equilíbrio é pagar pouco por organização e reservar o orçamento para as taxas.
Como reduzir a taxa de inscrição? Pelos canais previstos no próprio edital: isenção para inscritos no CadÚnico com baixa renda, redução de 50% para estudantes com renda baixa ou desempregados e, em alguns editais, isenção para doadores de sangue regulares. Os prazos são curtos e anteriores ao fim das inscrições.
Plano mensal ou anual: o que compensa? Depende de quanto tempo a preparação vai durar. Concurso raramente cabe em poucos meses, e o mensal só ganha quando você realmente vai usar por pouco tempo ou quer testar antes. Passando de dez meses, o anual sai na frente — no Gabaritei ele é 12 meses pelo preço de 10 (R$ 299 contra R$ 358,80 pagando mês a mês) e aceita Pix, sem cartão salvo. A comparação com os preços das outras plataformas está no levantamento de custo anual por plataforma.
Conclusão: a conta que cabe é a conta que você mantém
Preparação para concurso não se ganha no mês em que se gasta mais, se ganha no ano em que se estuda sempre. Por isso a melhor conta é a que você consegue sustentar até a nomeação: taxas planejadas, deslocamento previsto e uma plataforma cujo preço você aguenta pagar pelo tempo todo que a preparação durar — com um botão de cancelar que funciona no dia em que não fizer mais sentido.
No Gabaritei, esse item da conta começa em R$ 0: o plano gratuito resolve questões à vontade, sem cota diária e sem cartão, em cerca de 500 mil questões classificadas por banca. O Pro — 10 mil aulas, simulados e trilhas montadas a partir do edital — custa R$ 29,90/mês ou R$ 299/ano (12 meses pelo preço de 10, no cartão ou no Pix), com cancelamento a qualquer momento e garantia de 7 dias. Conheça a plataforma ou veja como ela se compara às demais em melhores plataformas de concursos.